quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Despertar da Consciencia

Muito se tem falado, e escrito, em toda Historia da Humanidade, acerca do Despertar da Consciência, a Iluminação por assim dizer.
São inúmeros os Mestres Espirituais, Gurus, Escritores, Poetas, Filósofos, Pessoas vulgares, etc… Que nos informam que esse despertar da Consciência, não possui necessariamente de um caminho, de uma viagem, nem tão pouco possui uma distância. Por outras palavras esse estado de iluminação é nos Congénito, inato e "É" a nossa Verdadeira Natureza desde a Nascença. Porem aparenta nos SER retirado ou por e simplesmente esquecido, dando asas a uma Vida em sociedade insatisfatória, e em busca de um desconhecido mar de possibilidades, sem nenhuma certeza aliada.


A palavra Despertar significa por si só, o Acordar de um sonho. Mas como pode SER possível, acordar de um sonho? Quando não reconhecemos esse sonho, quando nem tão pouco o presenciamos, quando a realidade nos aparenta ser bem real e verdadeiro. Este é possivelmente o maior obstáculo, colocado ao SER que deseja despertar.
Despertar do quê?
Despertar para quê?


Para Despertar é necessário, a necessidade de mudança, quando já nada mais nos satisfaz, quando o exterior e o interior se desarmonizam, quando a confusão e a incerteza se instalam, e questões nos são colocadas. Chegou finalmente o momento de reconhecer a distinção entre o sonho e o despertar.
Quem deseja a Mudança? Quem está insatisfeito? Quem procura? Quem questiona? Toda e qualquer insatisfação, nos separa, do sonho, por outras palavras o sonho deixa de fazer sentido, a “realidade” torna-se turva, e simultaneamente a vida abandona o “sonho” da criança de SER feliz.


Quando questionamos, Porquê esta realidade? Porquê este sofrimento? Porquê a Vida assim? A separação do sonho com a realidade acontece, de forma evidente, Tu és REAL, Tu sabes que estás Vivo, a vida que questionas é o sonho. TU és a Testemunha de Ti mesmo e do Mundo.
Ao serem colocadas questões, as questões são colocadas á tua mente, a tua mente é um órgão teu, não é quem tu ÉS. Tu ÉS quem impulsiona esse órgão, quem o comanda, quem o dirige. E não ao contrário. Apercebendo-te desta distinção, é o passo fulcral no despertar. Consiste em transcender a Mente.


Quando reconhecemos que o “EU” é a Testemunha, invisível indescritível em palavras, inatingível pela mente, mas apenas EU. Descobrimos uma nova dimensão que sempre fez parte da nossa vida.
Quando questionas o que fora escrito neste Tópico. Eu te questiono quem coloca essas questões? A tua Mente, ou o teu EU?
Consegue o leitor auto testemunhar-se? Consegue o Leitor auto Visualizar-se? Consegue o Leitor aperceber-se dos seus pensamentos, sentimentos, emoções? Consegue o Leitor ter consciência de que tudo muda? Quem Têm consciência disso? Quem é esse EU, que consegue consciencializar-se das suas próprias questões?
Que sabe que está vivo? Que sabe que está triste? Que sabe que está feliz? Que sabe que está doente? Que sabe que mentiu? Que sabe que disse a verdade? Que sabe que está confuso? Que sabe?
Todo e qualquer pensamento que a mente projecte, Quem é que tem consciência dele?

Você é um SER maravilhoso, que está prestes a auto conhecer-se.


O silêncio do seu EU, a serenidade do seu EU, possui toda a verdade, reconhecendo isso, você reconhece o início da sua viagem.


Paz

11 comentários:

  1. O autoconhecimento é um passo lindo, uma viagem necessária...Lindo! Um beijo e finalmente consegui postar. Ontem não dava de jeito algum.Achei que tinham me 'bloqueado",rsrsrs... beijos,chica

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  2. Sem dúvida, para despertar é preciso haver necessidade para isso. Precisamos primeiro ter consciência de que as coisas não andam bem, e depois mudar. Adorei esse texto! Caiu-me como uma luva

    Beijos!

    Ah, vou linkar seu blog no meu Afrodite!

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  3. Acredito que o estado absoluto do "Eu" é um conceito absolutamente pessoal.
    Vejo a consciência como a "ferramenta" da percepção, que pode - e deve - ser usada para vermos a existência com toda a riqueza e diversidade que ela apresenta.
    Mas, é um papo complicado. Melhor conversar sobre isso atrás de um copo de cerveja, com um ou mais amigos, todos em estados de consciência parecidos.
    Braços!

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  4. Citando-te: "Quando reconhecemos que o “EU” é a Testemunha"...
    Como? Eu nem vi o acidente nem acredito no Jeová! :D
    Mas sim, ter a consciência plena do Eu não é para todos, envolve uma elevada inteligência emocional... não te preocupes se não te conheceres, em caso de dúvida socorres-te do BI; é sintético, analítico e exacto! Sim, a maioria dos "Eu" femininos tem problemas com a data de nascimento... :D
    Ah! E nunca acredites nos teus amigos... em vida serás sempre pior do que és verdadeiramente, na morte serás uma santa. Nada como uma vida de zoombie para colher os louros! :D
    Quanto ao despertar...a consciência obriga a julgamento, a poder dispor de instrumentos que lhe permitam comparar e ser comparado. O padrão, esse, será sempre o próprio. Os enviezamentos começam aí... outra questão se colocava... o que é a normalidade? Como resposta diria: recomece a ler este comentário. Ao passar aqui pela décima vez se ainda não percebeu... pode continuar a lê-lo! :D

    Bjs

    P.S. Gostei da possibilidade do debate virtual surreal! :)

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  5. Olá Aprendiz

    “Quanto ao despertar… a consciência obriga a julgamento, a poder dispor de instrumentos que lhe permitam comparar e ser comparado”…

    Bom, vamos com calma, a Consciência não obriga a nada, a Consciência “É” sem nada a adicionar. O que intitulas por Julgamento, e instrumentos de comparação, é a dualidade, tu sujeito e ele objecto, proveniente da mente.
    Todo o julgamento, é alvo de observação, todo o pensamento, é alvo de observação, basta ter Consciência, do que se passa no interior de cada um.
    Virar a observação para na observação, é ter Consciência da sua Consciência, e verás que o que encontras é a não dualidade, O observador e o Observado, são UM.

    Mas sejamos serenos, não é necessário, chegar à meta, que é o inicio, assim tão depressa. Não adianta, colocar a carroça à frente dos bois.
    Existe um “Processo” e não existe um “Processo”

    Como o Eckhart Tolle disse, e muito bem:
    ..” you need time before you realize that you don’t actually need time”...

    O tempo o “processo”, só é necessário, até ao ponto que sabes que não necessitas de tempo.


    Um abraço

    Paz

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  6. É preciso DESPERTAR para morrer eternamente!
    Bjs

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  7. Despertar por despertar, seja em sonho, realidade ou ate fantasia.
    Creio que é sempre bom, vivermos em qualquer das situações bem "despertos" para o que a vida nos traz e nos brinda diariamente.
    Gostei!

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  8. Gostei de passar, fui lendo o texto, com calma. Sendo de pensamento, por natureza meditativo, apreciei. Claro, aumentei os horizontes da visão sempre pensativa. Vale que, faço sempre com optimismo, alheio-me no meio mesmo de uma ululante multidão.
    Beijo
    Daniel

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  9. gostei muito deste texto, muito bem elaborado e todo ele
    a ir de encontro ao que realmente viemos fazer a este plano tridimensional,
    estamos em aprendizado constante para podermos libertar a consciência e isso só o podemos fazer com trabalho psicológico da eliminação
    dos egos
    Bom fim de semana

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  10. Volto aqui pra despertar em vc a loucura que eu fiz lá no meu blog
    vc vai rir
    Aproveito para
    convidar vc a ver meu blog, sobretudo as duas última postagens que são divertidas e de certa sacanegem com direito a foto e tudo o mais... rrsrrs Foi um estímulo vindo do Varal de Idéias que postou foto de 1886 de Coubert, mas portugal tirou o livro das mãos das crianças por acreditar que era indecente e pornográfico a arte desta data...

    Veja lá que vc vai enteder tudo.

    bjus CON

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