sábado, 29 de maio de 2010

A Vida é pura simplicidade


Dizer que a Vida é pura simplicidade é para muitos, inconcebível. Pela simples razão que a Vida que experienciamos demonstra-nos o oposto. São muitos os que vivem uma Vida de preocupação, angustia, tristeza, incerteza, enfim uma vida de altos e baixos, onde a felicidade e a tristeza são compostos por momentos efémeros. Um constante reboliço de situações, onde a Vida aparenta ser tudo menos simples.

Mas para falar em simplicidade, é necessário reconhecer e com isso saber o seu real significado. O que significa simplicidade?
Diz-nos o conhecimento que simplicidade é sinónimo a uma Vida simples ou simplicidade voluntária, um estilo de vida no qual os indivíduos conscientemente escolhem minimizar a preocupação.

Por outras palavras a Simplicidade remete ao momento, a este momento onde o que acontece, acontece de forma esporádica livre criativa e espontânea.

Se olharmos para o momento, e tudo o que nele está presente, veremos que a Vida é esta pura simplicidade.
Tudo o que possamos alegar como complicado, surge em forma de pensamento, um pensamento que têm a sua raiz na experiência passada, numa mente que vivenciou em tempos uma experiência e que agora teima em evidenciar, neste palco que serve a VIDA...
Que “É” este momento.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O sistema actual no Mundo e a Mudança do mesmo




De facto tudo na Vida Muda, a Vida é pura Mudança. Porém os tempos que se avizinham mostram-nos sinais de uma mudança em escala, uma mudança que irá mudar o sistema actual de forma definitiva.

O sistema que actualmente o Homem utiliza para gestão e funcionamento das sociedades no Mundo está entrar em colapso, os pilares que se construíram em prol de uma sociedade moderna, foram construídos em solo movediço, e a sustentabilidade do mesmo está a mostrar os primeiros sinais evidentes de ruptura.

É em base e fruto de um passado que o sistema actual existe. Toda a história usufruiu e experimentou as directrizes em tempos delineadas de como viver a vida em sociedade.

A História mostra-nos também que o seu exercício no passado nem sempre foi em benefício do colectivo mas sim de uma pequena parcela. Prova disso foram as inúmeras guerras que se travaram em prol do poder que por sua vez dizimaram milhões de habitantes. Outro factor óbvio e claro que acompanhou toda a história deste sistema económico e social foi o desequilíbrio que o mesmo reflectiu na Vida de todos aqueles que habitaram este Planeta, classificando e rotulando assim a sociedade em estratos sociais, tais como: “Classe alta, classe média, e classe baixa”.
O elevado índice de Pobreza num Mundo que se auto classificou como um Mundo Moderno sempre existiu, e o sistema parece nunca ter conseguido fazer frente a resolução do mesmo.

A competição foi também adoptada como um parâmetro normal e funcional no sistema actual. A verdade é que, o conceito de competição significa aniquilação de uns em prol da mais-valia do outro.
O sacrifício também este, um conceito deveras enraizado na mentalidade do Homem, é também uma forma de viver a Vida que não serve á Vida, pela simples razão que o mesmo implica a acção de esforço em prol de um ganho, um esforço que têm conduzido o Homem a uma Vida intitulado por muitos como sobrevivência.
Como se isto não bastasse temos ainda os problemas de saúde que se agravam a olhos vistos, desde cancro a doenças psicológicas, elevadas taxas de suicídio, violência doméstica, enfartes, stress, etc.
Enfim todos os sectores sociais, saúde, ambiente, economia, demonstram de uma forma outra, deficiências, fruto de um sistema que já não serve Vida.

São estas e muitas outras razões que apoiam o inevitável, a Mudança de um sistema para outro.

Hoje os noticiários falam-nos do aperto na economia, da necessidade de fazer mais e mais sacrifícios, perante uma sociedade que está á beira de um ataque de nervos. São já visíveis os primeiros sinais desta era de mudança, com Países que mostram uma revolta perante um sistema que já nada mais consegue oferecer.
Os défices são cada vez mais elevados, o endividamento parece não abrandar, e as preocupações em controlar o mesmo aumentam.

Se olharmos para o Mundo de forma muito simples, como se de um jogo se tratasse, veremos que o sistema está delineado ao fracasso, isto porque o objectivo favoreceu a separação a desigualdade entre a Vida.

Imaginemos que o jogo em questão têm apenas 3 jogadores, o rico o médio e o pobre, inicialmente todos possuem dinheiro para jogar. Mas lentamente um perde e fica sem dinheiro, fica assim fora do jogo, pouco tempo depois um segundo jogador perde, e também ele fica fora do jogo. Permanece apenas um jogador em jogo, que agora está sozinho e não pode jogar mais. Assim está o Mundo.

A globalização é de facto a União de todos, uma união que acabará por se realizar, mas só após o fim do jogo.

Toda a história, todo o jogo, serviu apenas um só propósito, o de experimentarmos a Vida, pois a Vida é isso mesmo Pura experiencia, onde tu eu ele e todos validamos o que serve ou não á Vida.

Hoje inúmeros perguntam de forma céptica como mudar, como fazer esta mudança? A resposta está em aceitar de forma Consciente, estando mais Conscientes de quem somos como VIDA.

A Vida é sinónimo de abundância, o ar que respiramos, o sol que nos ilumina, a água que nos limpa, enfim a natureza que floresce, é de extrema riqueza, tudo se transforma tudo muda. Aceitar a Mudança é seguir o seu Coração, é não oferecer resistência, nem culpabilizar o próximo, é sim SER o exemplo, e com isso procurar dentro de si o que o faz Feliz.
Que profissão que tarefa quer você realizar neste Novo sistema, neste Novo Mundo? Que já nasce aos olhos e pelas mãos de alguns.

Esses “alguns”, são pessoas que fazem-no simplesmente porque o velho já não os serve, fazem-no porque seguem o Coração, são genuinamente Felizes a faze-lo, fazem-no porque sabem que é na simplicidade e no Amor com que o fazem que está a Felicidade.
Verá que aquilo que o faz Feliz é Criação, é partilha para com o todo. Em tempos Agostinho da Silva disse: O Homem não nasceu para trabalhar ele nasceu para Criar.
O Novo Mundo, o Novo sistema é um sistema de auto sustentabilidade de Criação Originalidade e genuinidade, onde a solução aparece de forma livre e espontânea. Porque a Vida em si assim acreditou assim permitiu.

São inúmeros os sinais deste Novo Mundo que surgem de forma muito subtil em todo Mundo. Como a Flor de Lotus que nasce em pleno pântano, assim é a Vida neste Planeta, o Novo Mundo está assim a nascer de forma embrionária, novas soluções alternativas estão já em andamento.

Está já em curso um movimento intitulado “Cidades em transição” que visam transformar as cidades em ambientes sustentáveis, menos dependentes do petróleo e mais integrados à natureza. Veículos movidos a AR, Gás, Biodisel, Eléctricos, Energia Solar são já uma realidade e a futura geração a ser comercializada. Eco aldeias, eco projectos, eco quintas, permacultura, etc. Estas e muitas outras iniciativas são hoje uma realidade.


Uma realidade que irá mudar o Mundo para sempre, e onde o líder do mesmo será a “Consciência da Vida para com própria Vida”.

domingo, 9 de maio de 2010

Por entre a Tristeza e a Felicidade


Por entre o alto e o baixo, o triste e o feliz, o saber e o não saber, o longe e o perto, a duvida e a certeza. Existe o Equilíbrio.

Existe o imutável o eterno momento que “É” você.
Tudo o que possamos alegar, experimentar ou por e simplesmente sonhar, possui uma Consciência, “algo” em si em mim em todos que tudo sabe tudo testemunha tudo Observa.

Vivemos uma Vida num carrossel onde a subida antecede a descida, onde a musica a gritaria e a confusão se instala, não nos permitindo assim vislumbrar a Magia que é o momento, a Criação.

Onde está o Equilíbrio em toda esta agitação? Uma sociedade mergulhada em pensamentos que a conduz a um destino de agitação. Parecemos estar perdidos num Carrossel sem orientação, esquecemo-nos que somos Vida e que a experiencia que vivenciamos é da nossa exclusiva Criação.

Uma Criação inconsciente de quem escolheu ignorar o Coração, em vez disso deu ouvidos a uma mente que está perdida stressada e dispersa pela confusão.
Vivemos num Carrossel chamado tempo que é uma mera ilusão, perdidos no futuro ou iludidos com o passado, esquecemos o Presente o único e Real momento, onde a Vida se conhece como sendo a sua própria Criação.

Falo das Árvores, da chuva, do Sol e da Comunhão, das montanhas dos rios dos mares e a sua União. Falo do alto do baixo, do longe do perto, da duvida da certeza, de mim de si, de tudo que possamos vislumbrar, imaginar e contemplar.

Parar no tempo e reconhecer a Criação é aceitar-se a si mesmo como Vida que “É” sem separação. Pois somos todos frutos desta magnífica invenção, onde a Vida se inventou a ela própria, com apenas uma intenção, o de Sermos Felizes Aqui e Agora neste Momento sem hesitação.
Pois é saltando fora do Carrossel que está a verdadeira Vida que é viver em comunhão. Paz Alegria e Celebração, simplesmente SER feliz essa foi sempre a verdadeira e única intenção.

domingo, 2 de maio de 2010

Porquê estar Presente


Entender a Vida sem se compreender a si, é ignorar a Vida que vive em si. Julgamos saber e entendermo-nos a nós próprios, mas é esse julgamento esse pensamento o qual acreditamos que nos conduz e nos leva a criar a realidade que nos circunscreve.

Porque razão o exterior muitas vezes não nos satisfaz? Porque razão a vida aparenta muitas das vezes não fazer sentido? Sofremos preocupamo-nos e aguentamos aquilo que julgamos que temos que aguentar, sempre em prol de algo, algo que não correspondeu às nossas expectativas.

Se existe algo que não funciona na nossa vida, que não corresponde às nossas expectativas, um namoro um negócio um encontro um amigo um familiar ou apenas a conquista de algo, que não foi de encontro á nossa vontade, e que por sua vez nos conduziu á desilusão á tristeza mágoa ou apenas o estado de aborrecimento para com o sucedido.
O mesmo se deve a algo que desconhecemos, existe assim um estado da Vida em todos nós que se ignora a ela mesma.
Se somos Livres na totalidade, se somos criadores da nossa realidade, porque razão criamos nós situações de sofrimento tristeza mágoa e aborrecimento? Fazemo-lo porque existe um lado inconsciente da Vida em nós para com a Vida. Um lado intitulado por muitos como a “ilusão” o estado sonâmbulo onde homem se julga separado do todo, e por consequência carente de algo mais na Vida.

A Criação Consciente não parte do “eu” de quem julgamos SER, simplesmente porque a Vida em si não é um Julgamento nem um pensamento, mas sim a Consciência da mesma.

Então é nos legitimo questionar como fazer, ou o que fazer para não sofrer, para não criar e compactuar com uma realidade inconsciente?
Estando Presente, estando Atento a si mesmo, Observando-se, Contemplando-se, meditando. Toda esta perspectiva, toda esta acção requer apenas a tomada de Consciência para consigo no momento, saber o que está pensando, porque está pensando, o que está julgando porque está julgando, o que está sentindo e porque está sentido.
Enfim é esta tomada de Consciência que o conduz ao discernimento de como funciona a Vida em “si” verá que é a credibilidade inicial por si dada a um pensamento que desencadeou toda a situação. A Compreensão do mesmo ser-lhe revelado por experiência própria, simplesmente porque você assim o permitiu deu espaço a si mesmo, validando o que só você pode validar por si mesmo.

O seu exterior é o reflexo do seu interior, a vida corresponde fielmente naquilo que acredita.

Estar Presente, atento si mesmo é um acto que só se justifica quando a Vida em si está triste e aborrecida. Nesses momentos a Pausa no tempo, o estar Presente e auto Observar-se requer atenção sobre a Vida que á em si.

Todo este processo é de facto um processo. A semente não germina de um momento para outro nem a Nuvem se forma num instante, tudo na Vida possui uma evolução uma criação um estado mágico contínuo de auto Criação.

sábado, 1 de maio de 2010

Mãe...




Mãe…
Não abandones nunca os teus filhos
Deixando-os á mercê das suas vontades
Aos excessos das suas insubordinadas liberdades
Ao desleixo dos valores das suas identidades
Chamai por eles!
Lembrai-lhes que tu Mãe…
O extraordinário milagre da vida a todos eles
Tu, tão generosamente lhe ofereceste
Sem que por isso tenhas-te alguma vez arrependido
Lembrai-lhes a felicidade que tiveste
Por a este nosso mundo teres oferecido
O mais belo dos seres que nele já tenha existido
Mãe…
Perdoa todos aqueles teus filhos
Que tão rapidamente se esqueceram…
Da tua tão valiosa dádiva
Aqueles que por ti nada fizeram
Pouco se importando que estejais morta ou viva
Perdoai-lhes Mãe…
Até porque eles também envelhecerão
E quando isso acontecer
As suas memórias a todos eles obrigará
A lamentarem as suas tão ingratas formas de ser
Mãe…
Não deixes nunca de o ser
Não deixes nunca…
De o milagre da vida conceber
Do teu imenso calor humano gerar
Do teu infinito amor maternal oferecer
Dos teus sábios concelhos dar
De todos os teus filhos proteger
De todos os teus filhos perdoar
De todos teus tresmalhados filhos acolher
Mãe…
Serás sempre a nossa Mãe
Mesmo que alguns de nós
Ao nosso lado com vida não te possa ter
Mesmo que alguns de nós
Tenham-te ainda com vida mas de ti…
Pura e simplesmente, nada querem saber.


(Para todas as mães do mundo em especial à minha, e à mãe dos meus dois queridos filhotes.)

Dia da Mãe 2-5-10 (Portugal)



Imagem By Net (Google)

A-Soares (apollo_onze)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Não sou eu...




Não sou eu…
Quando… aos deuses do amor imensas vezes exclamo
para intercederem a favor de uma linda e sincera paixão.
Quando… noite e dia, outras tantas, eu também reclamo
para que alguém, atenue a dor, deste dilacerado coração

Não sou eu…
Que… aos mais requintados sonhos adora se render
para neles, alguém tão especial, poder de verdade amar.
Que… das correntes do passado teima não se desprender
Receando que o futuro, igual paixão não lhe venha a dar

Não sou eu…
Que… no embalamento da lua costuma tão feliz adormecer
acreditando nos teus acolhedores braços estar a ser embalado.
Que… aos matinais raios de sol, costumo meus beijos oferecer
julgando teus ardentes lábios eu, estar-te na realidade beijando

Não sou eu…
Aquele… que um dia, o teu lindo rosto nos céus irá desenhar
com densas e púrpuras nuvens, que irão brotar deste meu peito.
Aquele… que lindas palavras de amor te irá sempre sussurrar
a cada teu acordar, a cada teu adormecer, no teu íntimo leito

Não sou eu…
Que… em mim, um há muito, adormecido vulcão tenta despertar
para as suas ardentes brasas de infindável paixão teu corpo incendiar.
Que… um leito de pétalas de rosas perfumadas, tem-te reservado
para nele, convulsivamente nos amarmos, por tempo indeterminado

Não sou eu…

O simplório poeta… por uma bela musa perdidamente apaixonado
escrevendo suas prosas e versos com uma obsoleta pena de pavão.
O tal poeta… em tempos, por essa musa definitivamente enfeitiçado
e que a mesma, que acabará por vir a ser a sua fatal perdição

Não sou eu…

A alma errante… deambulando pelo árido deserto da solidão
procurando esperançosamente, um verdadeiro sinal de ti, amor.
A alma despojada… procurando lutar contra à estúpida resignação
tentando recuperar fragmentos do passado, seja a que preço for

Não sou eu…
Que penso, digo, ou… escrevo estas sentidas e desalinhadas palavras.
E não sou porque… na verdade, ao ter que reler cada uma delas
irão abrir-se diante de mim, algumas idílicas mas, tão íngremes janelas
as quais eu…infelizmente, não conseguirei saltar para o interior delas!

“Amar é… ter tudo e nada ter ao mesmo tempo. É… cegamente acreditar, que o nada pode quiçá, vir a ser tudo… a qualquer momento.” (apollo_onze)

Imagem by net Google

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Por entre Montanhas...


Por entre montanhas viajas tu e eu, Luz e sombra fazem parte do caminho. O Sol visita-nos momento sim momento não, o algodão doce das nuvens os picos das montanhas e o verde das árvores oferecem nos a sombra que nos refresca nesta caminhada que chamamos de Vida.

Por vezes perdidos sentimo-nos sem sentido, baralhados com um tempo que teima em nos acompanhar, esquecemo-nos muitas vezes que a Vida existe para se contemplar.

É então que no momento de pausa, o momento que antecede a confusão. Que eu e tu, simplesmente nos rendemos á Vida sem tempo sem ilusão, ao eterno Aqui e Agora. Um momento sagrado onde o tempo sucumbe face ao vazio e ao espaço que a Vida nos apresenta como única solução.

Assustados e sem controlo sobre a situação, finalmente cedemos ao vazio que nos assola sem motivo algum. Apenas o de mostrar o que a muito nos esquecemos, a Vida é este momento onde o tempo é um filho que se preocupa sem razão.

Somos então nós, eu e tu que despertamos para a vontade inata do Coração, o de SER assim feliz e acreditar numa Vida que não é em vão. Mas sim a Vida que acredita na Vida e na capacidade de Criação.

Por entre as montanhas os obstáculos mostraram-nos a raiz da sua manifestação, a crença nos mesmos foi sempre da nossa exclusiva Criação.
Aprendemos finalmente a lição que a Felicidade está no momento, o de seguir o Coração, não mais preso por obstáculos ou por crenças que viajam no tempo e que nos distraem da Realidade que é viver a Vida em comunhão.
Uma comunhão com o todo com a Magia que é Viver a Criação, o momento único e Original o de simplesmente SER feliz, pois foi apenas esse o propósito de toda a Criação.