quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

"Só e apenas a brincar"


Esta noite… Vale tudo!

Tudo… menos ser infeliz

Vamos todos, as tristezas ignorar

Mesmo que tenhamos dividas para pagar

Mesmo que não haja peru para o jantar

Ou Chanpagne francês para a garganta refrescar

E mesmo que faça um frio de rachar

Ou um calor daqueles onde só nu, o se consegue suportar

Vamos todos com muita euforia esta noite festejar

Embora a maioria de nós cada vez mais pobres estejamos a ficar

Mas a riqueza da felicidade essa… esta noite podemos alcançar

Por isso para quê esta noite a tristeza convidar?

Se podemos muito bem, sem a companhia dela passar

Principalmente numa noite onde só a felicidade deveria reinar

Como tal… Vamos lá então todos “mal nos comportar”

Vamos todos à maioria dos políticos pimenta na língua deitar

Para ver se eles para o ano deixam tanto de aldrabar

Vamos todos, aos principais senhores do mundo as orelhas deles puxar

Até eles se convencer em com a maioria da poluição (entre outras maléficas coisas) no mundo acabar

Vamos também caretas muito feias aos novos preços mostrar

Para ver se eles assustam-se e não queiram, no novo ano entrar

Resumindo… vamos todos esta noite, a nossa até agora, contida euforia libertar

Vamos beber, sorrir, cantar, dançar perdoar, abraçar, beijar e amar

Até os primeiros raios de luz do novo ano de 2010 se avistar

E aí… o melhor será todos nós, um demorado banho de água fria tomar

Para as nossas cabeças e corpos, começarem já a se adaptar

Para os baldes de agua fria, que os próximos 365dias terão para nos dar!

Mas até lá…

O melhor mesmo será, todo mundo, esta noite mal se comportar

Mas cuidado!

Não “estraguem” muito pois amanhã, podem o prejuízo causado não o conseguir saldar…

Tanto mais que eu, com o Ano Novo, estava só e apenas a brincar!


Bom Ano e 2010!

Para todos meus familiares e amigos principalmente a todos aqueles que ao longo do Ano de 2009 compartilharam comigo a sua tão generosa e muito sincera amizade.

Bem-haja a todos vós!


(Imagem by net Google)

A.Soares (apollo_onze)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Existe um Lugar...


Existe um lugar, onde a Liberdade se ergue para lá do pensamento… onde a liberdade escolheu, Viver sem condicionamento… Solto como o vento, não mais se apegou á mente…

Virou costas a uma vida, vivida em vão, para reconhecer que ser Livre, é sim, seguir o Coração…

Existe um lugar, onde só a coragem pode lá chegar… Escutar o Coração, conduz-te a esse local… Um sítio de Paz e sabedoria, que aos olhos do pensamento, jamais existiria…

Sê louco pela Vida, e verás esse lugar, como sendo o Aqui e Agora, basta contemplares… Não! Diz o pensamento, proveniente de uma mente banal… Esquecendo-se assim que a Vida, é a Magia onde tudo é Original…

Existe um lugar, onde tudo na Vida, acontece pela primeira vez… Uma magia, onde a criação se manifesta em tudo e em todos, jubilando por saber quem “É”…

Uma consciência de quem acordou para a Vida e descobriu a simplicidade do momento, um olhar, uma Observação por viver sem condicionamento…

Vivemos e Observamos um Mundo...


Vivemos e observamos um Mundo, o qual na sua superfície não nos identificamos. Guerras, pobreza, doenças, escassez, injustiças, crises, terrorismo, receios, desilusões, sofrimento, etc. São faces da existência que não reconhecemos como fazendo parte integrante, do que consideramos ser Belo, e com sentido. Somos na maioria das vezes, conduzidos a comentar as desgraças de um Mundo que nos serve de palco para a nossa existência.
Um Mundo que na sua essência se revela Mágico deslumbrante e Maravilhoso, onde a Criação a todo o Momento, se transforma em Luz e sombra, uma transformação inexplicável por palavras, apenas contemplada por Presença.
É então que podemos questionar porquê esta realidade, uma realidade que não faz sentido ao Coração, porquê esta divergência entre o palco onde tudo se encena e a peça em si?

A resposta a esta pergunta só se fará sentir na humildade e honestidade de quem reconheceu que “não sabe”, quem finalmente admitiu a si mesmo que “não sabe” o porquê do mesmo.
É no “não saber” que a abertura ao Novo se concretiza, o “não saber” é o primeiro reconhecimento que proporciona a curiosidade em Saber.
A Beleza a Magia o Encantamento que a Natureza e o Mundo nos apresenta, têm a sua origem no seu interior, a sua raiz está no seu íntimo. Assim o é, também a com sua sabedoria, ela está no seu interior pois é lá que está, a sua honestidade, a sua Consciência, não existe maior sabedoria que a humildade de reconhecer a sua Honestidade. A honestidade é então a ferramenta pelo qual adquirimos sabedoria, pelo qual o processo se manifesta.

Vivemos e observamos um Mundo, onde a Observação, partiu de um Homem que se julga separado, eu aqui e o mundo ali. Questione-se e volte-se a questionar, sem questão não existe resposta, sem questão não existe abertura, sem questão não existe entendimento. Verá que viver uma vida sem questões, num mundo que não faz sentido, é como viver um sonho onde se julga perdido. Ramana Maharshi e muitos outros incentivaram a esse questionamento, porque o auto questionamento permite a reflexão, a abertura a experiência, e validação. Uma validação que lhe é legitimo querer validar, contudo é necessário a vontade e a persistência de se auto questionar, para dar lugar ao espaço onde reside a sabedoria, e possa assim se manifestar.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Como Armar Um Presépio

Nascimento de Jesus, 1304-1306; Giotto di Bondonne, Florença



pegar uma paisagem qualquer

cortar todas as árvores e transformá-las em papel de imprensa

enviar para o matadouro mais próximo todos os animais

retirar da terra o petróleo ferro urânio que possa
eventualmente conter e fabricar carros tanques aviões
mísseis nucleares cujos morticínios hão de ser noticiados
com destaque


despejar os detritos industriais nos rios e lagos

exterminar com herbicida ou napalm os últimos traços de vegetação

evacuar a população sobrevivente para as fábricas e
cortiços da cidade

depois de reduzir assim a paisagem à medida do homem

erguer um estábulo com restos de madeira cobri-lo de
chapas enferrujadas e esperar

esperar que algum boi doente algum burro fugido algum
carneiro sem dono venha nele esconder-se


esperar que venha ajoelhar-se diante dele algum velho
pastor que ainda acredite no milagre


esperar


quem sabe um dia não nasce ali uma criança e a vida recomeça?



José Paulo Paes


*Este poema reflete a dessacralização do homem , do meio ambiente, no seu cotidiano e da perda das significações pela humanidade na manipulação e no controle da natureza. E na esperança renovada pelo espírito de Natal, deixo um apelo para a conscientização de todos através desta reflexão poemática. Desejo a todos os leitores e colaboradores do REFLEXÕES DE NÓS, Boas Festas e que o verdadeiro espírito do Natal habite em cada lar e que a sacralidade da vida em cada ser humano e planetária não seja ameaçada pela irracionalidade, abuso e o descaso. (Sam)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Nada Sou!

Nada sou!
Eu nunca existi
Não sou gente, apenas um mito
Sou o um monstro quimérico
Sou a alma da Atlântida perdida
Eu penso...
Mas eu não existo
Eu sonho...
Mas eu em nada acredito
Nada vejo apenas sinto
Sinto a dor do meu encarcerado pensamento
Sinto a fúria do meu escuro silêncio
Sinto a triste mágoa por nada ser
Por tudo aquilo que desejo
Mas que eu, nunca poderei ter
Nada sou!
Eu nunca existi
Estas ocas palavras não são minhas
Foram pensadas numa quinta dimensão
E transcritas pela minha imaginação
Nesta folha virtual de vidro luminoso
Só é pena que ela, não tenha alma nem coração.


A.Soares (apollo_onze)

O Sonho de Navegar...


Em mares navegou, á procura de um porto de abrigo.
Em portos ficou, receoso que o mar não fosse o objectivo.
Foi quando pausou, julgando saber o que fazer.
Abdicou do seu sonho, um sonho de Viver
Não mais olhou, para a Vida com sentido
Escolhera assim a rotina, de quem se julga inserido
Numa sociedade dispersa, perdeu a coragem de ver
A Vida na sua simplicidade, a Magia de apenas SER
De seguir o seu próprio caminho
Que foi a vontade de se conhecer
Hoje sofre pelo amor que teve, na iniciativa por viver
Pois reconhece que o sonho de navegar
Foi sempre o que quis fazer.